segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Genealogia das cidades do Paraná
Foz do Iguaçu 14.03.1914 de Guarapuava
Guarapuava 17.02.1852 de Castro
Castro 24.11.1788 de Curitiba
Curitiba 29.03.1693 de Paranaguá
Paranaguá 29.07.1648 por Carta Régia de São Paulo
Traçado da BR 277
sábado, 5 de janeiro de 2008
Pedágios na BR 277
Sentido Foz - Paranaguá:
Aparecem na lista também os números de telefones dos SAUs (Serviço de Atendimento ao Usuário) e emergência
São Miguel do Iguaçu (Km)
Céu Azul (Km)
Cascavel (Km)
Laranjeiras do Sul (Km)
Candói (Km)
Prudentópolis (Km)
Irati (Km)
Porto Amazonas (Km)
Balsa Nova (Km)
São José dos Pinhais(Km)
Pedágios na BR 277
Sentido Paranaguá – Foz
Aparecem na lista também os números de telefones dos SAUs (Serviço de Atendimento ao Usuário) e emergência
São José dos Pinhais (Km)
Balsa Nova (Km)
Porto Amazonas (Km)
Irati (Km)
Prudentópolis (Km)
Candói (Km)
Laranjeiras do Sul (Km)
Cascavel (Km)
Céu Azul (Km)
São Miguel do Iguaçu (Km)
Municípos da BR 277
(Sentido Paranaguá – Foz do Iguaçu )
Paranaguá
Morretes
São José dos Pinhais
Curitiba e RMC
Campo Largo
São Luiz do Purunã
Balsa Nova
Palmeira
Irati
Prudentópolis
Guarapuava
Candói
Cantagalo
Virmond
Laranjeiras do Sul
Nova Laranjeiras
Guaraniaçu
Ibema
Cascavel
Santa Tereza do Oeste
Ceua Azul
Matelândia
Medianeira
São Miguel do Iguaçu
Santa Terezinha de Itaipu
Foz do Iguaçu
Municípios da BR 277
(Sentido Foz do Iguaçu – Paranaguá)
Foz do Iguaçu
Santa Terezinha de Itaipu
São Miguel do Iguaçu
Medianeira
Matelândia
Céu Azul
Santa Tereza do Oeste
Cascavel
Ibema
Guaraniaçu
Nova Laranjeiras
Laranjeiras do Sul
Virmond
Cantagalo
Candói
Guarapuava
Prudentópolis
Irati
Palmeira
Balsa Nova
São Luiz do Purunã
Campo Largo
Curitiba & RMC
São José dos Pinhais
Morretes
Paranaguá
O Paraná e Paranaguá
Paranaguá é a cidade mais velha do Paraná. Foi criada pela Carta Régia de 29 de julho de 1648, isto é 148 anos após o descobrimento do Brasil. Nessa época Paranaguá pertencia a São Paulo. A Província do Paraná foi criada pela Lei Imperial número 704 de 20 de agosto de 1853 que sancionou o chamado “Decreto Honório Hermeto”. Até então o Paraná era parte da Província de São Paulo, ou melhor da 5a Comarca de São Paulo. A Câmara de Vereadores de Paranaguá, então representando todo o Paraná tentava, há tempo, obter a independência do Paraná. Em 1811, Dom João VI recebeu uma comitiva da Câmara de Vereadores de Paranaguá para reivindicar e divulgar aspirações.
Até aqui só estamos falando de Paranaguá, a cidade que representava o Paraná. Eu gosto de chamá-la a “cidade-Paraná” cujos limites iam do mar até a ilha de Acaray (Acaraí), no rio Paraná, parte de Foz do Iguaçu, cujos documentos estão nas mãos da Marinha do Brasil. Eu não sei se devo torcer para que venham para as mãos de Foz algum dia. O que seria feito lá? Do outro lado da Ilha Acaray, fica a desembocadura do rio Acaray às margens da primeira área de habitações humanas em péssimas condições – curto e grosso, a primeira favela paraguaia. No lado brasileiro, fica a favela do Jardim Jupira, a primeira do Brasil que é vizinha da Vila B de Itaipu. Não me perguntem sobre quem exerce a real soberania nesta região. Mas aí é um limite não muito falado do Paraná. Paraná-Brasil.
Voltemos aos tempos antigos. Dizer que Paranaguá já tentava em 1813 ser município-capital autônomo de uma nova Província significa que o caminho para tornar paranaense toda o “fundão” do Paraná ainda estava muito distante. Isso porque a história da ocupação da região é mais antiga e isso nos leva a passar pelo “cruzamento” da Rota dos Tropeiros.
O Paraná, ainda paulista, começou no litoral e logo subiu a serra para chegar aos Campos de Curitiba e aos Campos Gerais. Era preciso ocupar os campos. Com gente? Não. Ainda não. Soltando boi e deixando que eles se perdessem nos campos. Assim eles se espalhariam, multiplicariam e garantiriam comida para futuras tentativas de colonização. De quebra, os donos dos bois, tinha desculpas para “requerer” terras para “sesmarias”, em outras palavras “terras”. A esses bois soltos, a esse vazio cheio de gado se chamou de “Criatórios de Animais”. Isso aconteceu por volta de 1600 quando Paranaguá ainda não era autônoma. Os animais “criados” puderam vagar livremente por pelo menos mais 100 anos. Em 1700 descobriram ouro em Minas. Portugal proibiu basicamente a distração dos trabalhadores. Não se podia criar gado em Minas. O gado para alimentar os garimpeiros e todas as outras bocas vinha do Rio Grande do Sul.
Assim nasceu uma rota do Uruguai e Rio Grande do Sul para Minas Gerais via Campos Gerais, Campos de Curitiba, Campos de Itapeva e Sorocaba (Por que você acha que na RMC há tanta cidade que começa com Campo? Campo Largo, Campo Magro, Campo Bonito, Campo do Tenente? Para ver mais sobre este assunto veja meu blog sobre a Rota dos Tropeiros – um esforço de criar um “produto turístico integrado” dos municípios que começaram como “Pouso” de “Tropas” – e tropas aqui não se refere a tropas militares mas sim a tropas de bois, cavalos e mulas tocados por “tropeiros”.
De Foz a Cascavel
BR 277 de Foz a Cascavel Colonização Gaúcha
Neste trajeto estamos viajando em casa (para quem é de Foz). Tudo isso foi Foz do Iguaçu um dia. Foz do Iguaçu teve início, pelo menos oficialmente, após a expedição de Belarmino de Mendonça ter chegado ao “acidente” geográfico chamado “foz” do rio Iguaçu. Até então, o Governo imperial do Brasil não sabia como era a foz do rio Iguaçu. E caso tivesse notícia dela, visto desenhos dela, ou tido outra informação vinda de Buenos Aires, Londres, ou Montevidéu, os brasileiros oficiais nunca tinham chegado a ela por terra. Em outras palavras todo mundo conhecia a foz desse rio menos o Governo do Brasil.
Foi esta expedição que fundou a Colônia Militar do Iguassú em 1888. Claro que quando os militares brasileiros chegaram à foz, tiveram a surpresa de que já havia brasileiros na área, vivendo no meio de umas três dezenas de estrangeiros. A colonização de Foz do Iguaçu foi mista. Pelo pessoal da erva mate (argentinos), pelos militares da Colônia e mais tarde, após o fim da farra da erva, mate pelos gaúchos. Entre Foz do Iguaçu e Cascavel passamos pelos municípios de Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Medianeira, Matelândia, Céu Azul e Santa Tereza do Oeste. A colonização mais recente das cidades entre Foz e Cascavel após a era da erva mate, teve como base a “invasão gaúcha”.
Na liderança da colonização das terras estavam empresas colonizadoras. Cada cidade foi originalmente um projeto imobiliário-agrário de alguma empresa. São Miguel do Iguaçu, nasceu do projeto da Colonizadora Gaúcha Ltda. Medianeira nasceu da Industrial Agrícola Bento Gonçalves, empresa criada por Alberto Dalcanalle, Luiz Dalcanalle e Alfredo Rouale. Eles adquiriram as terras cedidas pelo Governo aos irmãos Valdemar e Miguel Matte em 1918. (A palavra Matte aqui é um nome de família italiano, não tem nada a ver com a erva “Mate”).
A empresa Colonização Matelândia Pinho e Terras é responsável pela formação de Céu Azul, na BR 277 e Palotina, na região de Toledo. Hoje Céu Azul é a cidade do entorno do Parque Nacional que mais contribui com terras para o Parque Nacional do Iguaçu. A cidade de Toledo, que fica fora de nossa BR 277 mas que é ligada a ela por rodovia estadual (PR 488) a partir de Céu Azul, foi fundada pela Industrial Madereira e Colonizadora Rio Paraná (Maripá) S.A.
A Maripá S.A. de capital gaúcho, comprou os 124 mil alqueires de terras e florestas que pertenceram à antiga Fazenda Britânia de capital inglês logo após o fim do ciclo da erva mate. Aqui quero salientar duas coisas: o primeiro prefeito de Foz do Iguaçu, o coronel Jorge Scimmelpfeng, era “executivo” (sem ironia) da Fazenda Britânia. A velha sigla da antiga empresa Madereira Rio Paraná é nome de um município charmoso: Maripá. Também conhecido como “Cidade das Orquídeas”.
Assim não pense que Maripá é um nome indígena. Maripá, a cidade, é famosa também por seu principal evento – o arrancadão de tratores. Santa Tereza do Oeste fica a menos de 20 quilômetros de Cascavel. Foi desmembrada de Cascavel (e pegou parte de suas terras de Toledo) em 1966. É um município que linda com o Parque Nacional do Iguaçu. Para quem vem de Curitiba ou Cascavel no sentido Foz do Iguaçu, o Parque Nacional do Iguaçu está logo após o perímetro urbano de Santa Tereza do Oeste, à esquerda da BR. O município está discutindo com outras entidades e municípios, a criação de um portal do Parque Nacional do Iguaçu em Santa Tereza.